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Como vocês viram, mesmo com filas, esperas (40 minutos o elevador pro pavimento especial, por exemplo) e até enrolando um tantinho (tomando sorvete e descendo a pé os 600 degraus), visitar a Torre de Tóquio (ah, descemos na estação Hamamatsuchō para chegar lá) não gasta tanto tempo assim, ainda sobrava quase a tarde inteira. Para onde vamos?


Morando lá desde antes da virada do milênio, meu amigo me puxou para um templo lá, enorme, muito lindo e que semanas depois (isso é, hoje), provou que sou uma besta: segundo o guia que levei ao Japão mas deixei no hotel (esqueci na pressa por vergonha das tiazinhas da limpeza, acho), e segundo a Wikipédia também, o Sensō-ji é o templo mais antigo de Tóquio, "o mais sagrado e o mais espetacular". -_-'

Isso que dá fazer turismo sem ter feito a lição de casa antes: não sabia o que estava vendo e nem o que ver me faria aproveitar o passeio melhor. Ok, eu estava com meu amigo que conheço desde a era dos dinossauros tempos de colégio, mas moradores são péssimos guias turísticos e em muitos casos aproveitam as visitas de longe para conhecer o que deveriam ter conhecido faz tempo... (não sei se é o caso do meu amigo, mas como ele vai ler esse texto mesmo...)(ele já disse que não é guia turístico...)


Mapinha da região: à esquerda o primeiro portão (Kaminarimon), a Nakamise-dori (仲見世通り)("dori" é "rua") que tem trocentas lojinhas e no final dela o portão maior (Hōzōmon). À direita dá pra ver o templo Sensō-ji. Praticamente só andamos dos portões até o templo, mas toda a área demarcada tem templos e construções interessantes - segundo os guias...


O Senso-ji fica em Asakusa (sim, o bairro que tinha visitado rapidamente à noite e que dizem ter escola de samba. Descemos na estação Asakusa mesmo) e é impressionante mesmo para um paraquedista como eu: começa com um senhor portãozão e seus guardiões:


O Kaminarimon (雷門, "portão do trovão") visto da rua. Nele tem dois guardiões de um lado...




...e outros dois guardiões do outro. São biítos, parecem o público que atendo no banco :PPP (Estas telas enchem o saco pra tirar fotos =_=')

Depois a Nakamise-dori e sua infinidade de lojinhas (e gente):




À direita, indo para o templo, dá para ver a Tokyo Sky Tree, com obras a todo vapor

Terminando no outro portão ainda maior:


O Hōzōmon (宝蔵門, "Portão da casa do tesouro") visto da Nakamise-dori


Mais perto, para terem uma idéia melhor de tamanho :P






O Hōzōmon visto do pátio do templo. Ele também tem guardiões, mas as fotos ficaram ruins demais por causa das telas de proteção...


E finalmente chegamos no pátio com o templo principal, o queimador de incenso, omikuji e outras construções menores:




Incenso (cof, cof)

Por recomendação do meu amigo, evitei tirar fotos no interior do templo (afinal, é um lugar sagrado), fiquei olhando a tudo e a todos, tentei não atrapalhar a fé alheia, nem participar (por exemplo, se benzer da fumaça do incenso, as pessoas costumam puxar com as mãos para cima delas), já que não é a minha fé e não é uma brincadeira para quem leva a sério (tipo, para praticamente todo mundo em torno de mim...).


Mas aceitei gastar hyakuen (isso é, cem ienes ~> hyaku (百) = 100, en (円) = iene (sei lá por quê "en" virou "yen", "iene" etc no Ocidente)) no omikuji e tirar a minha sorte: paga a moeda, chacoalha um tubo cheio de varetas, tira uma vareta, confere o número marcado nela e pega o papelzinho com o número, indicando sua sorte^^


À direita, a barraquinha de omikuji, e mais a direita ainda, o "varal" onde as pessoas amarram a má sorte tirada

No meu caso, peguei a Melhor Fortuna e tal (mas não tão boa assim, já que pedia para ter cuidado em viagens - a minha ao Japão conta?), mas acho que não valeu: fiz o sorteio faltando uma das varetas (meu amigo tinha acabado de fazer a leitura dele), então...


Pode ler, eu deixo :P


WTF sobre casamento?! XD

Bom, se você não gosta do resultado, é bom amarra-lo (o que me lembra o "tá amarrado" de alguns evangélicos...) ali perto pra cortar o efeito, como meu amigo fez em seguida ^^



Parênteses: tem suásticas em vários cantos (na foto: em cima e na lanterna do Hōzōmon. E nos incensos), que é um símbolo budista (e de várias religiões) antes de ser adotada pelos nazistas. Até a pouco tempo eu achava que a suástica nazi (卐) oposta à forma usada nas religiões orientais (卍), mas parece que ambas as formas são usadas pelos religiosos.
Por sinal, o ideograma 卍 ("manji") é usado para marcar templos e santuários em mapas japoneses)



O pátio e o Hōzōmon, vistos da entrada do templo


Findas as fotos, voltamos pra Nakamise-dori e fiz as compras: um desses manekineko foi para minha irmã...


...e uma das corujinhas para minha mãe. Fiquei bem tentado em levar a família toda à direita, mas fui mais modesto :)


Para encerrar, foto de um dos mais belos monumentos japoneses: a estátua de sei lá o quê as pernas das japonesas



Ah, saindo do templo, à leste, depois do rio Sumida (XD) fica a estranhíssima sede da cervejaria Asahi, também conhecida (segundo a wikipédia inglesa e a japonesa!) como "prédio do cocô" e "trôço de ouro" XDDDDD


Tabela de equivalência das moedas brasileiras frente às japonesas, já que gastei um tempão fazendo várias moedas que não usei no post anterior u_u

R$


Japão 2011
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Minha primeira experiência internacional fora da imigração japonesa foi já no aeroporto, mas foi com uma russa perdida. Como infelizmente meu conhecimento de russo não passa do Как Вас зовут? ("qual o teu nome?"), Меня зовут Марсело ("meu nome é Marcelo") e das frases básicas que aprendi lendo X-Men (aprendi russo com o Colossus, alemão com o Noturno, portuñol com o Mancha Solar...), direcionamos ela para onde ela queria, o orelhão mais próximo, e rumamos para Tokyo.


Recapitulando: nas primeiras versões do meu vôo, eu desceria em Haneda, que é praticamente dentro de Tokyo (deveria estar usando "Tóquio", que é o aportuguesamento do nome da cidade, mas gasta mais caracteres... Pros curiosos, a romanização correta de 東京 é Tōkyō, com esses acentos estranhos em cima dos "o"), mas aí a British Airways surtou algumas vezes e me jogou em Narita, que fica quase 60km da cidade¬¬ Ok, tem trem e metrô ligando e tudo o mais, (pra comparação, aeroporto de Guarulhos fica a 25km do centro de Sampa, mas se gasta mais em taxi que em avião para chegar lá) mas ainda é longe pra dedéu. Como não entendia ainda o sistema de metrô/trens local, boiei mais ou menos no que acontecia (nem tinha idéias dos valores...) e fiquei admirando pelas janelas do vagão as inúmeras PLANTAÇÕES DE ARROZ entre o aeroporto e a civilização. Pois é, longe. Pra dedéu.


As distâncias dos aeroportos até o meu hotel em linha reta. Mas como ninguém anda de um ponto até o outro em linha reta...

Chegamos na cidade, mais ou menos na região onde ficaria o meu hotel - as ruas não tem nome no Japão (só as principais), então o sistema de endereçamento de lá é bem confuso para os não-iniciados - pegamos um taxi (meu único da viagem toda) e o tiozinho taxista se perdeu por quê 1) ele não sabia usar o GPS que era obrigado a usar 2) o sistema de endereçamento japonês é confuso para os iniciados também.
Por dó, aceitamos que eles no deixasse onde ele mais ou menos achava que deveriamos descer, e como o celular de meu amigo dizia que o hotel estava poucos quarteirões dali mesmo, fizemos o trajeto a pé (nos perdendo uma vez ou outra), chegamos e descarregamos a bagagem e tal.




Espécimes típicos de táxis

O primeiro detalhe de Tokyo que me marcou foram os taxis locais: feios de doer, em cores estranhas, parecendo caixotes, com os retrovisores lá na frente do capô. Não é surpresa que os motoristas sentem do lado direito - afinal, o país usa a mão inglesa no trânsito - nem que nos bancos se usem rendinhas para enfeitar os encostos, mas me surpreendeu pela estranheza de que uma cidade tão limpinha, tão eficiente... use uns trecos com cara de refugo dos anos 70/80 como taxi o.o' Raríssimos eram os com cores sóbrias ou modelos de carros mais contemporâneos.


Do hotel, fomos à Akihabara, procurar alguns... produtos para meu amigo e também comprar um iPad 2 para mim (o modelo mais barato, ね?): depois de ser adiado por causa do terremoto, o gadget tinha sido finalmente lançado na véspera da minha chegada. O plano era usar ele para twittar e navegar, roubando wifi alheio pela cidade. QUASE comprei em Heathrow, onde o menor preço era £388 (uns R$1.026, segundo o Google), mas deixei para depois achando que os preços dentro do aeroporto estavam inflacionados (descobri agora que eu estava errado, fora da prisão temporária para estrangeiros o bicho sai por no mínimo £399 (R$1.055) para os súditos da Rainha) e as notícias que li diziam que, fazendo as contas de conversão de moedas rapidamente, no Japão estava mais barato (¥44800, ou R$905).

Então, estava realmente mais baratos e os japoneses acharam o mesmo: os iPad 2 com apenas Wifi tinham acabado em Akiba (a forma curta de se falar "Akihabara"), mas dava para fazer reserva - só não havia previsão de quando apareceriam aparelhos novos... Por outro lado, os modelos com WiFi+3G sobravam no mercado, mas fora de questão: eu teria de fazer contrato de dois anos com operadora local, e nenhum dos lados gostaria de fazer isso :P




Shibuya: tá vendo o letreiro luminoso dentro do prédio? Então, ele é animado :P



Ainda em Shibuya, atenção para o detalhe do semáforo com contagem regressiva (as barrinhas verticais vão diminuindo)(por sinal, enquanto em Recife tem semáforos que mostram os segundos, São Paulo mal tem educação no trânsito...) e pro detalhe da pixação à direita... Sim, existem pixadores japoneses!! Mas não em grande escala como aqui X)


Já que no centro dos gadgets (e outras coisas, depois falo brevemente sobre Akihabara) não tinha, quem sabe numa Apple Store? Fomos para a de Shibuya... mesmíssima situação: só 3G. E avisaram que estava assim em todas as outras lojas da cidade. Otay...


Shibuya é praticamente "do outro lado da cidade", se usar o mapa do metrô japonês - a Yamanote Line (a tracejada em cinza e branco), por exemplo, passa lá e em Akiba. Ah, clique pra ampliar!


Asakusa: não tão formal ou chique, um ambiente mais vivo que Shibuya, gostei de lá na rápida passagem. Ou as minhas impressões do lugar são efeito do sono XD

De lá, passamos em Asakusa a noite - onde o comércio estava a toda e com sinais de que viraria até o dia seguinte - mas acabei voltando para o hotel e dormindo cedo, por quê o cansaço da viagem (e o jet lag) me derrubaram)


Mais uma notinha sobre Asakusa e Shibuya (o texto acima foi escrito de madrugada e metade dos meus neurônios já estavam dopados): segundo os textos que li, Asakusa é uma das regiões com mais cara de "Tokyo antiga", talvez por isso eu tenha simpatizado com esse canto, já que tem um quê de Centro Velho. Já Shibuya me lembrou a Paulista - lugar que só comecei a simpatizar quando descobri as livrarias e o Trianon :P - mas sem perceber as livrarias (que (talvez) devam existir) na região.

Ah, sim, Asakusa é onde tem escolas de samba :D

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