Results tagged “#Japão2011”

Parte 10½ porque são só algumas fotos tiradas enquanto eu enrolava esperando amigo perto da estação de trem de Kyoto. Não sei quanto a vocês, mas se a região parece segura e tenho tempo livre, acho necessário e legal dar um rolê exploratório as redondezas.

Afinal, se estou em viagem em outro país, outro continente, outra realidade, vou querer pegar o máximo de percepções possíveis, ね?


Por algum milagre, mesmo acordando cedo demais pros meus padrões consegui pegar o trem correto, no horário!, e chegar no destino planejado


estação correta, cidade correta - espero ao menos ter postado o vídeo correto aqui no blog

Bora ir pra fora, o dia estava bonito :)


02mai11 - lado de fora da estação de trem...


...e a torre de Kyoto domina a paisagem por ali.


foto random rua do lado direito da torre. Decidi seguir por aí :P


"viagens ao exterior e alimentação exótica"


(falando sério: comi McDonalds no Japão, mas em Tokyo, e acho que foi sanduíche mais oleoso da rede que já comi nos países que fui)(o mais sem graça foi em Santiago, no Chile, registre-se aqui)


Pena que eu não tirei tantas fotos quanto faço hoje em dia, provavelmente veria várias pequenas curiosidades nelas que não percebi no momento. De qualquer forma, depois de algum tempo andando, o rolê rendeu algo diferente:




"agora, a Vida vive você!" õ.o


Gastei um tempão agora pra achar o nome do templo: Higashi Honganji e parecia estar (des?)montando um evento lá naquela manhã^^
(sim, fui bicão e fui entrando e saindo onde vi que dava pra circular, sem medo de ser feliz)




lembrem-se: o terremoto tinha acontecido poucos meses atrás =/


mais cambitos de fora *-*




na região do templo: crianças atravessando a rua (notem o trânsito na mão inglesa...) e estação de trem ao fundo.

Melhor voltar pra estação, já estava na hora de encontrar meu amigo de internet :)


Acho que a maioria de vocês devem ter lido isso em algum canto: a língua japonesa tem três "alfabetos" que são usados ao mesmo tempo.
1) os kanji, que são alguns milhares, que a grosso modo se usam pra escrever substantivos e adjetivos. São origem chinesa e o pesadelo de qualquer estudante estrangeiro (e aposto que pros locais também).
2) existem os katanana, que é um silabário usado mais para escrever palavras estrangeiras. Depois falo mais deles.
3) e tem os hiragana, outro silabário, que é usado mais para escrever partículas gramaticais e "conjugações" dos verbos e adjetivos (sim, estou fazendo um resumo grosseiro, de novo).
Um texto em língua japonesa é sempre uma mistureba dos três alfabetos e, às vezes, até do nosso :P

Os hiragana surgiram em textos das mulheres da corte japonesa e são versões simplificadas de kanji. Das três formas de escrita nipônica, as acho as mais bonitinhas e fácil de decorar. Como é um silabário, (obviamente) cada "letra" é uma sílaba^^

a
i
u
e
o
 
ka
ki
ku
ke
ko
 
sa
shi
su
se
so
 
ta
chi
tsu
te
to
 
na
ni
nu
ne
no
 
ha
hi
fu
he
ho
 
ma
mi
mu
me
mo
 
ya
yu
yo
 
ra
ri
ru
re
ro
 
wa
wo
n

(essa tabela tá bonitinha, mas tá bem simplificada, ok? :P)(to aqui pra falar de viagem, não pra ensinar 日本語)


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Tá, depois de ir pro parque e ver dinos com o amigo, o dia seguinte era de acordar cedo e ir pra estação pegar o trem-bala (ou "shinkansen"; 新幹線) para sair de Tokyo um pouquinho^^


30abr11 - trem-bala cortando a cidade, acho que perto de Akiba mesmo

Como já tinha pego a passagem um dia antes (obrigado, Adilson!), era só chegar na estação Tokyo a tempo de pegar o carro antes das 7:33. Munido de meus conhecimentos empíricos do metrô local (obrigado, Adilson!!), orientações para pegar os 54572 entroncamentos certos entre as estações Ningyocho e Tokyo (ambas no canto inferior direito do mapa)(SEMPRE TENHA UM MAPA)(já falei "obrigado, Adilson!!!"?) e minhas inconfundível cara de turista (por que será?) e mostrando bilhete na mão para qualquer funcionário uniformizado que pudesse me orientar, logo cheguei no meu cantinho da veloz modernidade nipônica :P




frente e verso do bilhete, para os curiosos


De dentro do trem, não tem muito o que falar: vagões limpos, bem cuidados, confortáveis. Todos os funcionários uniformizadíssimos.






vistas do interior do vagão e plaquinha acima da janela que indicava o meu lugar lá dentro :) (sim, eu peguei janelinha, claro!)

Apesar da velocidade alta para um trem de ferro, é menos veloz que uma aeronave, mas tem a infinita vantagem de sair e chegar dentro da cidade, em vez das gigantescas instalações enfiadas cada vez mais longe chamadas aeroportos. Assim, o trem-bala tem o preço e trata seus passageiros quase como se fosse um avião: além do conforto físico, tem vendedores que cruzam os corredores uma (ou duas? não lembro) vezes durante a viagem e bandejas para alimentação em frente a cada banco (com mapinha do trem):


como essa minha foto saiu meio tremida, roubei outra de um blog japonês.
Espero não ganhar processinho por causa disso:


Cada vez mais acho que fui muito caipira nessa viagem: não tirei todas as fotos que devia, muitas vezes por vergonha. Tipo, não tirei foto do trem quando cheguei nele, mas só na viagem de volta pra Tokyo.
Outra coisa: não tirei fotos da infinidade de uniformes que vi, japonês parece ter uma obsessão com eles: bonitos, limpos, caindo perfeitamente no corpo de quem os veste.

...assim, cada vez mais tenho certeza que eu devia organizar uma vaquinha para vocês me mandarem de novo pro Japão tirar mais fotos. Prometo até comprar câmera nova e melhor com o dinheiro de vocês para isso :]

Enfim, estando lá dentro, não tinha muito o que fazer além de ler, escrever e acompanhar a paisagem lá fora nas exatas duas horas e quarenta e dois minutos de viagem. Fiz isso, e gravei uns videozinhos toscos pra vocês - vejam por sua conta e risco, não fiz cortes, nem pus musiquinha, nem estabilizei as imagens :P

vídeo 1 (47s)


O que tem aqui? - vista da janelinha do trem passando rapidão em alguma cidade japonesa. Lá pelos quarenta segundos foco no comercial da Navitime (explico já) e fico zanzando entre janela e corredor. Vai entender.

Navitime é um software para ajudar a se localizar e andar pelo Japão - tipo o que o Google Maps faz quando você procura direções. Não cheguei a usar, mas via constantemente comerciais pelo metrô, trem e cidade afora: um homem ocidental, vestindo capacete e uniforme de corrida, tipo assim:


Achava que era algum ex-piloto de fórmula 1 fazendo bico lá, tipo o Tommy Lee Jones vendendo café Boss nas máquinas de refrigerante ("Jidouhanbaiki são um dos triunfos.do homem sobre a natureza!" me disse uma amiga nikkei estes dias, me ensinando o nome japonês das benditas maquininhas onipresentes)(em japonês se escreve assim 自動販売機 e acabei de descobrir que existe uma máquina para cada 23 japoneses o.o) mas não, é Ian Moore, um ator inglês vivendo no Japão há anos. Há uma entrevista legalzinha (em inglês) com ele aqui.

vídeo 2 (25s)


O que tem aqui? - uma cidade mais bonita, tunel, cidade, tunel, alguém tossindo, plantações :P

vídeo 3 (2m42s)


O que tem aqui? - começa com minha bagagem nas cadeiras (celular emprestado, fichário-diário e kindle), gero tédio mostrando nada por quase vinte segundos, infarto vocês com minha cara feia aos 0:27, paisagem, estrada, alternadas com vistas da bandeja de alimentos fechada (vai entender, devia ser o sono) e o trem desacelerando para chegar na estação de Gifu-Hashima, logo após um jogo de beisebol. Extra: um defeito especial roxo muito louco que não sei explicar só pra vocês, só sentir.

Eventualmente, apareceu uma vendedora de carrinho (uniforme fofo, minha memória diz que é verde-claro, mas não achei imagens confirmando isso) e comprei uma coca-cola em lata de alumínio:




assim como o Yakult, a besta aqui não guardou a lata como recordação -_-

E logo a viagem chega ao fim, cruzando 513 quilômetros do país:






foto da plaquinha da estação de Kyoto, do lado de fora do trem
e destaquezinho para um tripulante devidamente uniformizado X)


não sou mineiro, mas agora é hora de ver o trem ir embora.



Mapinha da viagem. Como eu estava do lado esquerdo do trem, acabei não vendo o monte Fuji (-‸ლ) #facepalm


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Escrever estes posts me gastam um tempo e me retornam em melancolia. Gasto uma noite inteira escolhendo fotos, editando fotos, procurando fotos, resgatando memórias associadas; caçando em sites alheios imagens que faltam e textos explicando melhor que caracas é aquela imagem que selecionei.
Ao menos alguém vai ler no blog, por que os parentes mal se interessaram pelas fotos q tirei quando fui lá. E nas outras viagens também... e depois descobri que não é só comigo XD Viajar é algo foda. Caro, mas vale pela vida.

P.S.: esse foi um texto que pareceu ser pequeno mas foi crescendo e se desdobrando tipo gremlims depois de uma ducha o.o

Ontem estava separando fotos para continuação dos artigos da minha viagem ao Japão (em 2011, uma eternidade atrás!), aí me toquei que o título da série é uma verdade parcial, uns noventa e tantos porcento de verdade, com o restinho de mentira: quando eu estava no Japão, eu NÃO estava de ponta cabeça em relação aos habitantes de São Paulo, nem do Brasil, por que o os dois países NÃO ficam em cantos opostos do blog, como o primeiro ministro japonês quis nos fazer acreditar:


(dizem que o Shinzō Abe não encontrou o nosso presidento golpisto no encerramento das Olimpíadas,
mas na verdade o encontro aconteceu no meio do caminho, nas dependências do Inferno
)


Bom, tem sites que mostram o que tem no outro lado do globo em qualquer canto no planeta, mas decidi improvisar eu mesmo no fotoxop um mapinha mostrando que o Brasil e Japão não são antípodas:


...boa parte do Brasil se opõe ao Oceano Pacífico. As Filipinas está do outro lado do Mato Grosso e Pará, Amazonas faz par com Indonésia e Malaísia e praticamente é só isso. O anti-Japão está "jogado" no Atlântico, mais perto dos uruguaios e argentinos que da gente... exceto pelas distantes ilhas de Okinawa, que podem fazer um "sanduíche da Terra" com alguns municípios catarinenses^^

E já que fiz um mapa, fiz o oposto dele também, indicando onde fica o oposto de algumas das nossas maiores cidades =)

Enfim, em vez de separar fotos e escrever um texto legal sobre o Japão, ou de fazer tirinhas hoje, decidi fazer isso, desculpem aí :P

E não sei se vocês perceberam visitando os sites linkados, mas ao contrário do que vários desenhos animados alegam, o oposto dos Estados Unidos não é a China - que está do lado de lá da Argentina e Chile - mas o Oceano Índico. Já a África está no Pacífico e a Austrália é a antípoda da lendária Atlântida....

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Antes de voltar a narrar (e confiar na minha memória), fotos de guaraná e yakult comprados no Japão x)


embaixo, mais moedas para comprar mais tranqueiras :D

O refrigerante comprei numa lanchonete de comida brasileira, com um nome que há alguns anos não inspira boas coisas: Tucano's Grill:


se um dia voltar, perguntarei se tem coxinha lá

...que fica bem perto do meu hotel, junto à Yodobashi Kamera de Akihabara.
Mas, tirando o refri, não comi nada lá não, meio que por vergonha, meio que por pãodurice mesmo, sem preconceito com tucanos - tenho até amigos que são. Descobri o estabelecimento no primeiro dia de explorações da vizinhança, quando quase me perdi: virei uma rua errada errada, não soube me localizar. Por sorte, achei um mapa na rua e estou aqui para contar a história para vocês, em vez de cair na base secreta de algum supervilão que invoca monstros gigantes.


hábito saudável em viagens: tire fotos dos pontos de referência para se localizar. Tipo mapas :P

Já o yakult comprei numa máquina de refrigerante, e a anta aqui não guardou a embalagem de souvenir, ao contrário do guaraná, que é o mesmo feito no Brasil, só que exportado com latinha diferenciada em nihongo. Mas o treco com lactovbacilos vivos tem o sabor diferente, talvez leve menos açúcar que o yakult brasileiro.


Por sinal, a fanta uva japonesa também é menos doce.
E acho que a alemã também, mas isso é pra falar em outra sequência de postagens :P

Finalizando o tema, quando me perguntam o que mais sinto falta dos meus poucos dias de Japão, além do infinito desfile de japonesas, eram as máquinas de refrigerante. Sério, era impossível andar cem metros de rua sem encontrar uma, ou mais provável ainda, uma fila delas:



Onipresentes, elas movimentando a moeda local - ou as moedas, no sentido físico da palavra. Como disse antes, ao contrário de brasileiro, japonês não tem nojinho de moedas (problema cultural nosso: os anos inflacionários mataram o valor psicológico de nossos centavos, mesmo quando valiam alguma coisa) e as usam constantemente :P.






As máquinas tem os mais diversos produtos, misturados sem preconceito de cor, sabor, marca ou conteúdo: refrigerantes, sucos em lata, café frio (e amargo)(a marca que eu mais via comerciais, Boss, usa o Tommy Lee Jones como o principal garoto propaganda XD), e qualquer coisa que possa ser consumida de forma líquida. Duvido que existam duas máquinas com o mesmo conteúdo :P Tanto que só vi Yakult uma vez só, e eu era viciado num suco de uva com pedaços (semelhante ao "Bon Bon", coreano, que se vende na Liberdade), andava várias máquinas metros até encontrar e gastar mais algumas moedinhas :)

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...no episódio anterior eu perguntei

"mas só tinha aquilo lá em cima de dinossauro? õ.o"

E a resposta, obóviamente é não: tinha mais lá, depois dos bichos empalhados:


ATENÇÃO: Fotos tiradas anos atrás, num ambiente com iluminação fraca, sem usar flash. Se não gostaram da qualidade delas, me financiem para eu ir lá de novo tirar fotos melhores ò_ó

tifanofauro tiranossauro!! *-*

(Ah, outra nota: não sou palenteólogo, tentei identificar a maioria das espécies, algumas desisti antes de começar, devo ter errado um tantão :P)



da esquerda para a direita: um bobo e um nãoseiquemsauro rex




estegossauro!


manhê, tem um tiranossauro no saguão!! O.O


Um off-topic: apesar de não ser doente por dinos, no meu ginásio fiz um trabalho de feira de ciências sobre eles. Foi um trabalho tosco, confesso: fiz fichas sobre todos os dinos que encontrei nas enciclopédas da escola e ocupei uma mesa no saguão disposto a mostrar as fichas e falar as informações nelas para os visitantes. Claro que ninguém se interessou :P

Anos depois, fiz questão de ver Jurassic Park no cinema (e também cometi o erro de ver Jurassic Park II, falha que nunca mais se repetiu) e sempre tive por mim que nas cenas finais, onde o T-Rex "salva" os humanos matando os velociraptors* ele gritava "isso é por vocês tentarem roubar o MEU título de dinossauro vilão, fodão e terrível, seus bostinhas fotoxopados"


*nem vou entrar no fato que os raptors de verdade são bem menores que os cinematográficos e provavelmente eram bichos penosos



Olá, sou um herbívoro pescoçudo e vim aqui dizer que brontossauros "não existiam" quando tiraram essa foto, mas revisaram isso em 2015



alguns parentes do triceratops lá atrás?











Aqui começa o povo que não é dino, mas mamíferos gigantes:


um baluquitério, parente dos rinocerontes.


Esse bicho esse estava no veeeeeelho álbum de figurinhas "Monstros da Pré-História", que eu tinha - por isso me lembrei dele XD. Outro álbum legal foi o do saudoso chocolate Surpresa, lançado no hype de certo filme jurássico.

Agradeço aqui ao blog Ikessauro, por ter escaneado estas preciosidades da pré-história que me ajudaram na identificação desses animais :)



certeza que o cascudo ali é brasileiro, ou ao menos sul-americano: um gliptodonte

A gente gosta de falar dos dinos como bichos gigantes, mas antes da América do Sul se ligar ao restante do continente aqui era lar de vários mamíferos gigantes, tipo esse tatuzão acima. Apesar do material ser um tanto escasso mesmo na rede, vale a pena procurar por "megafauna pleistocênica" :)






Mamute :D

Dizem que a lenda dos ciclopes foi criada quando os antigos acharam ossadas de elefantes (e pq não de mamutes? eles não foram extintos a taaanto tempo assim, só 5000 anos atrás) e imaginaram que erma de cabeças humanas gigantescas com um só olho.

Não é a toa, parecem mesmo.


um gato







o museu também tem fósseis e reproduções de hominídeos (e como alguns deles eram pequenos...)



acho que pulei e voltei uma sala aquele dia, já que dimetrodontes são répteis anteriores aos dinos^^

(eles estavam aqui só 50 milhões de anos antes que os primeiros rascunhossauros rex)(aprendi isso fazendo as fichinhas do bendito trabalho de feira de ciências)


um placodermo, mais exatamente um Dunkleosteus.
Bicho marinho que chegava à 6 metros, e mais antigo que os dimetrodontes X)

....quase cem milhões antes. Dessa vez tive de recorrer aos álbuns de figurinha e a wikipédia X)

E é só .-. acabou rápido.


antes da saída, uma sala com cara de "os maiores animais da terra":
condor, girafa, elefante, baleia-azul (o maior animal que já existiu, maior até que qualquer dino)...


(Ah sim, claro que também tem uma loja de souvenires e comprei mini-ossadas-de-dinossauro para meu sobrinho x))


lá fora, uma réplica de uma baleia azul^^


Triste é saber que o Japão é o país que mais caça baleias para uso comercial usando a desculpa que é para fins científicos =_= Jeitinho japonês, né?

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Se vocês estão esperando um mea culpa por causa da demora secular nesses posts, já o fiz segunda feira. Voltem seis casas no tabuleiro, leiam lá e continuem aqui :P



No capítulo anterior (escrito quase quatro anos atrás), eu e meu amigo estávamos no parque de Ueno, quando de repente, não mais que de repente, descobri que lá tinha um museu de história natural, com OSSOS. DE. DINOSSAUROS!?! *-*

É claro que tinha de ir!!! 'BORA PRA LÁ!!! ~~~~~~~/o/

(tá, tá, eu sei que fósseis não são ossos, me deixem:P)

.....

Puxei meu colega seguindo as placas + mapa e logo achamos o Museu Nacional da Natureza e Ciência, que logo na entrada tem uma maria-fumaça...



...e uma bola verde que até agora não identifiquei o que é:


A placa aparentemente pede para não jogar futebol com ela.... :P


(deve ser para nao machucar as corujas em seu interior x))


Compramos ingressos (600 ienes) e não muito lá dentro já encontramos alguns animais nativos do Japão empalhados ( .-. )





Logo em seguida, fósseis de plesiossauro!!! :D~






Não sei se são todos da mesma espécie, mas esse último a wiki me disse que é um Futabasaurus suzukii

Anda pra lá, anda pra cá, subimos uma escada e encontramos um pêndulo de Foucault



Depois tinha uma exposição de animais marinhos e uma daquelas salas cheias de objetos e instrumentos para as pessoas as crianças mexerem e se interessarem por ciência^^




"Manhê, olha, um pirocóptero gigante!!"


Dois bobos na frente de um espelho que distorce :P


Numa das salas seguintes tinha um Zero, o principal caça japonês na Segunda Guerra:




Na segunda foto temos dois zeros :P

Um velho mapa mundi, made in Japan:




Um close em nosso país, por mais que as fronteiras estejam todas erradérrimas....

E o que parece ser uma sonda espacial, alguém identifica?


"Voooooooooooooooooosh"


(parando pra pensar, quem quiser identificar melhor os trocentos itens que fotografei no museu, esteja a vontade em colocar nos comentários ^^)


Mais para a frente, uma sala que imita floresta, com árvores e sons de pássaros, muito legal!!


...para logo em seguida encontrarmos a impressionante e mórbida (para mim) coleção de animais empalhados do museu:




"Um dia estávamos vivos, agora estamos atrás de uma plaquinha de 'não levem lanchinho para dentro do museu' ;;"

Tá, o lugar é grande e legal, mas só tinha aquilo lá em cima de dinossauro? õ.o

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Olá amiguinhos!

Em 2011, antes de vocês nascerem, saí do Brasil pela primeira vez, e como não sou pouca bosta, decidi radicalizar indo para o lugar mais longe possível do meu emprego naquelas férias: o Japão (desconsiderem o fato que a senzala tem um escritório em Tóquio). Deveras empolgado, escrevi começar uma série de textos sobre a viagem assim que cheguei, e inevitavelmente acabei perdendo o pique no fim daquele ano. Tentei dar um empurrão em minhas energias narrativas em 2012 (depois de eu ter feito outra viagem), mas morreu por ali mesmo, praticamente junto do mushicomics.


o visto japonês é muito gracinha

Mas odeio coisas inconclusas, e é da minha natureza dar longas pausas e retomar, quem visita esse blog com alguma regularidade (quem é você, ser? você existe?) já deve ter visto isso ao menos duas vezes:
• a digitação do primeiro caderno de receitas da minha mãe: de julho de 2010 à janeiro seguinte foi ininterrupto. Aí tive um hiato, postei uma em agosto, retomei em novembro/2011 até outubro/2013. Em março/2014 postei duas receitas, outra em agosto, só retomando definitivamente em novembro até a conclusão em março do ano passado x)
• e as mônicas em Sampa: elas surgiram no blog em dezembro de 2013. Então, parei e só postei outra em março, seguida de nova pausa. Retornam em janeiro de 2015, com regularidade auto-imposta até fevereiro desse ano. Aí aconteceu o hiatão desse ano (gostei dessa palavra, "hiato", mas preciso achar um substituto tão chicoso quanto, já está cansando) e finalmente terminei as cinquenta em maio agora).
É, esse é meu jeitinho, não sou normal e vocês sabem disso. Inclusive sabem que meu assunto preferido sou eu, mim mesmo, myself.


eu na Torre de Tóquio - ainda acho que devia ter ido de colegial e pegar carona pra Zephir

Como disse por alto lá em cima, parece que estou aprendendo a me auto-impor regularidade (mas ainda assim, é andar sobre uma corda bamba sobre os abismos da ansiedade e da procrastinação) e retomar essa narrativa sobre o Japão depois de tantos anos será um teste, uma prática da disciplina necessária e satisfatória no final - coisa que estava me prometendo fazer assim que terminasse as mônicas. E também será um exercício pra minha memória de peixinho dourado ^^"

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Também viajei mas não falei muito ainda:
Peru 2014Europa 2015


ai meu Deus, outra viagem para eu blogar!!

P.S.: E estou a decidir se retomarei apenas as narrativas sobre o Japão ou sigo em paralelo com minha viagem ao Peru com a namorada, seguidas pelas minhas duas viagens à Europa, que contaria em paralelo (passei por Londres e Paris nas duas viagens, algumas coisinhas mudaram, talvez valha o contraste)

Poisé, depois de mais de ano, vou retomar as "matérias" sobre minha viagem ao Japão nas férias retrasadas. Viajei por menos tempo que nessa última, apenas dez dias lá (burrice minha, total n00b em viagens internacionais - não tinha idéia se era tempo demais ou de menos)(é de menos, acreditem em mim) e paralizei a série já no 2º dia no outro lado do mundo -_-

Mea culpa, mea maxima culpa.

Assim, se você chegou agora, logo abaixo tem quadro com todos os capítulos anteriores da saga, leia e continue aqui em cima^^ Se você já tinha lido os textos antes... faz tanto tempo, não é melhor reler antes de continuar não? XD

Europa 2012
Mushi na Europa - antes de tudo (I)Mushi na Europa - antes de tudo (II) e dali eu passei X)Mushi na Europa - Finalmente em Berlim, mas... vamos falar do metrô? -_-'Mushi na Europa - Berlin, AlexanderplatzMushi na Europa - IntervalinhoMushi na Europa - controladamente perdido.
Japão 2011
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...Enfim, meu sábado foi tão agitado que gastei três posts nele :P

No dia seguinte, ficou marcado de
1) Eu viver meu primeiro e único terremoto. Só que foi às duas da manhã, fraquinho. Nem acordei. Emoção zero. Fica para outra oportunidade :P
2) Meu amigo me ensinar como pegar o shinkansen (trem-bala)

Nos encontramos, para variar, na estação de Akiba (virou rotina eu ir e voltar para Akihabara pegar o metrô, em vez de usar as duas estações mais próximas: ali é entrocamento de várias das linhas do metrô, e além disso sempre valia a pena dar uma andada para conhecer o lugar, passear acreditando ser o único gaijin em quarteirões (é, coisa besta da minha parte, mas aposto que a maioria de vocês cultivariam a mesma ilusão (sim, ilusão, Tóquio recebe muitos estrangeiros)), experimentar alguma coisa diferente nas máquinas de refrigerante e, finalmente, dar uma namorada nos preços e produtos da Yodobashi...). Mas desta vez, além da penca de motivos enfiados nos parênteses, tinha mais um para irmos lá: um posto da JR, onde eu teria de pegar meu passe que me garantiria uma semana de trem-bala "grátis" :)

Só que lá não fazia a troca, tivemos de ir até a estação Tokyo (no canto inferior direito do mapa do metrô).


Clique na imagem para ampliar, mas recomendo muito vocês conferirem por esse mapa aqui :P


Deixa eu explicar esse esquema de "uma semana de trem bala grátis", por que grátis não é: fora do Japão e somente para estrangeiros dá para comprar o Japan Rail Pass, que te dá por 7, 14 ou 21 dias de viagens ilimitadas na maioria das linhas de trem-bala.
O preço de uma viagem de shinkansen é mais ou menos equivalente à uma viagem de avião no mesmo trajeto, mas sem as frescuras e desvantagens de voar (fazer check-in, os aeroportos tendem a ser longe de tudo - ao contrário das estações de trens, etc e tal) e, poxa, qual a graça de ir a um canto à outro no Japão sem entrar em um trem-bala, hein, hein? XD


o livretinho que recebi no Brasil...

Como sou pobre econômico muquirana, comprei pela agência de viagens aqui no Brasil um bilhete da classe mais barata, válido por sete dias (sem lógica comprar mais que isso...:P). É pouco mais caro que a ida e volta até Kyoto, então se eu for para mais de um lugar usando o serviço, já é mais que lucro.


...e o passe que retiramos. Impressão metalizada e tal :P

Bom, com a ajuda* do meu amigo, consegui o tal passe com validade de uma semana (válido a partir do dia seguinte, escolha minha, quando eu iria para Kyoto) e os dois tickets/bilhetes/passes de trem-bala para ir e voltar à antiga capital do Japão :)

(ajuda* = eu olhando e ele fazendo tudo, coitado -_-'. Até que seria divertido eu tentar conversar em engяish, mas se há a opção mais fácil...)


O passe aberto. Detalhe para as datas, que são no esquema ano/mês/dia (e os anos são contados a partir da posse do imperador, 2011 foi o ano 23 da era Heisei)


E um dos bilhetes magnéticos para pegar o trem na manhã seguinte. A atendente teve a delicadeza de escrever a mão a origem, o destino, o nome do trem, carro e cadeira que eu ia pegar - e sim, o trem partiria e•xa•ta•men•te às 7:33 da manhã o.o


Feito isso, fomos ao parque de Ueno, à nordeste da cidade (no mapinha do metrô, a partir da estação Tokyo, siga a linha tracejada em direção à norte^^).




(devia ter tirado mais fotos com vistas amplas do parque,
estas imagens são de cantos específicos de lá -_-'
)


Coxas de fora faz parte da paisagem de quase todo o país <- deletar




Raposas. Ou "kitsunes", elas são uma parte importante demais no folclore japonês para eu resumir aqui. O link sobre elas na wikipédia está aqui ;P




...e um dragão. Não entendi a paradinha da água (desculpaí), mas é um figura de respeito :)


É um parque "típico": construções antigas, templos, vegetação, estrangeiros (acho que foi aqui que vi um negro (americano?) fazendo piadas e recebendo moedas da platéia - legal e estranho ao mesmo tempo, considerando o lugar), várias opções de caminhada e... ei!!





つづく = continua...

Enquanto enrolo pra fazer a parte seis, decidi quadrinizar como foi minha viagem ao Japão, segundo amiga americana do SL^^


Clique para ampliar


Em tempo: as fotos usadas foram tiradas por mim lá e a fonte usada no texto é baseada em minha caligrafia :)

EngЯish: this comic on a language understandable for you, click here XDD

Japão 2011
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Como vocês viram, mesmo com filas, esperas (40 minutos o elevador pro pavimento especial, por exemplo) e até enrolando um tantinho (tomando sorvete e descendo a pé os 600 degraus), visitar a Torre de Tóquio (ah, descemos na estação Hamamatsuchō para chegar lá) não gasta tanto tempo assim, ainda sobrava quase a tarde inteira. Para onde vamos?


Morando lá desde antes da virada do milênio, meu amigo me puxou para um templo lá, enorme, muito lindo e que semanas depois (isso é, hoje), provou que sou uma besta: segundo o guia que levei ao Japão mas deixei no hotel (esqueci na pressa por vergonha das tiazinhas da limpeza, acho), e segundo a Wikipédia também, o Sensō-ji é o templo mais antigo de Tóquio, "o mais sagrado e o mais espetacular". -_-'

Isso que dá fazer turismo sem ter feito a lição de casa antes: não sabia o que estava vendo e nem o que ver me faria aproveitar o passeio melhor. Ok, eu estava com meu amigo que conheço desde a era dos dinossauros tempos de colégio, mas moradores são péssimos guias turísticos e em muitos casos aproveitam as visitas de longe para conhecer o que deveriam ter conhecido faz tempo... (não sei se é o caso do meu amigo, mas como ele vai ler esse texto mesmo...)(ele já disse que não é guia turístico...)


Mapinha da região: à esquerda o primeiro portão (Kaminarimon), a Nakamise-dori (仲見世通り)("dori" é "rua") que tem trocentas lojinhas e no final dela o portão maior (Hōzōmon). À direita dá pra ver o templo Sensō-ji. Praticamente só andamos dos portões até o templo, mas toda a área demarcada tem templos e construções interessantes - segundo os guias...


O Senso-ji fica em Asakusa (sim, o bairro que tinha visitado rapidamente à noite e que dizem ter escola de samba. Descemos na estação Asakusa mesmo) e é impressionante mesmo para um paraquedista como eu: começa com um senhor portãozão e seus guardiões:


O Kaminarimon (雷門, "portão do trovão") visto da rua. Nele tem dois guardiões de um lado...




...e outros dois guardiões do outro. São biítos, parecem o público que atendo no banco :PPP (Estas telas enchem o saco pra tirar fotos =_=')

Depois a Nakamise-dori e sua infinidade de lojinhas (e gente):




À direita, indo para o templo, dá para ver a Tokyo Sky Tree, com obras a todo vapor

Terminando no outro portão ainda maior:


O Hōzōmon (宝蔵門, "Portão da casa do tesouro") visto da Nakamise-dori


Mais perto, para terem uma idéia melhor de tamanho :P






O Hōzōmon visto do pátio do templo. Ele também tem guardiões, mas as fotos ficaram ruins demais por causa das telas de proteção...


E finalmente chegamos no pátio com o templo principal, o queimador de incenso, omikuji e outras construções menores:




Incenso (cof, cof)

Por recomendação do meu amigo, evitei tirar fotos no interior do templo (afinal, é um lugar sagrado), fiquei olhando a tudo e a todos, tentei não atrapalhar a fé alheia, nem participar (por exemplo, se benzer da fumaça do incenso, as pessoas costumam puxar com as mãos para cima delas), já que não é a minha fé e não é uma brincadeira para quem leva a sério (tipo, para praticamente todo mundo em torno de mim...).


Mas aceitei gastar hyakuen (isso é, cem ienes ~> hyaku (百) = 100, en (円) = iene (sei lá por quê "en" virou "yen", "iene" etc no Ocidente)) no omikuji e tirar a minha sorte: paga a moeda, chacoalha um tubo cheio de varetas, tira uma vareta, confere o número marcado nela e pega o papelzinho com o número, indicando sua sorte^^


À direita, a barraquinha de omikuji, e mais a direita ainda, o "varal" onde as pessoas amarram a má sorte tirada

No meu caso, peguei a Melhor Fortuna e tal (mas não tão boa assim, já que pedia para ter cuidado em viagens - a minha ao Japão conta?), mas acho que não valeu: fiz o sorteio faltando uma das varetas (meu amigo tinha acabado de fazer a leitura dele), então...


Pode ler, eu deixo :P


WTF sobre casamento?! XD

Bom, se você não gosta do resultado, é bom amarra-lo (o que me lembra o "tá amarrado" de alguns evangélicos...) ali perto pra cortar o efeito, como meu amigo fez em seguida ^^



Parênteses: tem suásticas em vários cantos (na foto: em cima e na lanterna do Hōzōmon. E nos incensos), que é um símbolo budista (e de várias religiões) antes de ser adotada pelos nazistas. Até a pouco tempo eu achava que a suástica nazi (卐) oposta à forma usada nas religiões orientais (卍), mas parece que ambas as formas são usadas pelos religiosos.
Por sinal, o ideograma 卍 ("manji") é usado para marcar templos e santuários em mapas japoneses)



O pátio e o Hōzōmon, vistos da entrada do templo


Findas as fotos, voltamos pra Nakamise-dori e fiz as compras: um desses manekineko foi para minha irmã...


...e uma das corujinhas para minha mãe. Fiquei bem tentado em levar a família toda à direita, mas fui mais modesto :)


Para encerrar, foto de um dos mais belos monumentos japoneses: a estátua de sei lá o quê as pernas das japonesas



Ah, saindo do templo, à leste, depois do rio Sumida (XD) fica a estranhíssima sede da cervejaria Asahi, também conhecida (segundo a wikipédia inglesa e a japonesa!) como "prédio do cocô" e "trôço de ouro" XDDDDD


Tabela de equivalência das moedas brasileiras frente às japonesas, já que gastei um tempão fazendo várias moedas que não usei no post anterior u_u

R$


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Começo do século, fui ao Rio de Janeiro pela primeira vez, conhecer uma amiga que depois virou minha namorada, depois continuou amiga, e outro amigo que tá sumido, mas que era gente boníssima (e uma raridade: descendente de japoneses com sotaque carioca xD). Nessa, fiz as visitas default na Cidade Maravilhosa: subir no Cristo Redentor e no Pão de Açúcar.
Em ambas as visitas a vista é maravilhosa. Mesmo em dias nublados, o céu, o mar, as montanhas e aquela coisa feita de prédios espremida entre os elementos naturais fazem o Rio merecer ser o cartão postal que é. Eu não sabia (e continuo sem saber muito...) quais eram os principais edifícios e construções da região... mas não precisava disso pra aproveitar a vista de lá do alto :)

Em São Paulo a vista do alto que mais gosto é a do Edifício do Banespa: ali você tem o Centro Velho aos seus pés e reconhece do alto velhos conhecidos de andanças por aquelas bandas: o Mercado Municipal, o Martinelli, A Catedral da Sé e por aí vai.
Aí, levei a amiga carioca citada acima no texto - que era namorada na época - para o alto do edifício admirar Sampa, mas não achou tanta graça assim: "então, você olha de um lado, tem prédio. Do outro, mais prédio. E andando mais um pouquinho, mais prédios ainda". Well...

Por um tempo achei que fosse a boba briga Rio/São Paulo, mas matutei e vi que o que acontece é que São Paulo não tem muito o que mostrar para os recém-chegados à cidade, é pobre nesse sentido. A cidade se revela com a vivência aqui, nas andanças e rotinas. A graça de Sampa vem com a familiaridade.


Sinceramente, acho que 95% das pessoas que ouviram falar da Torre de Tóquio (site oficial aqui) cabem em duas categorias: japoneses e fãs de anime/mangá. Os outros 5% devem ser pessoas que tem algum contato com as duas categorias anteriores X)

Eu mesmo só ouvi falar dela quando assistir RayEarth pela segunda vez (na primeira vez eu ficava me perguntando o que um bando de japonesas estavam fazendo em Paris...) e de lá para cá volta e meia vejo ela referenciada em outras produções japonesas. Tem até uma piadinha que lá deve ser uma da passagens entre o nosso mundo e outros. Pena que a Torre entortou no terremoto e essa conexão deve(ria) estar avariada até arrumarem.^^


É nove metros mais alta que a francesa lá...

Como eu ainda era 200% n00b nos segredos do metrô japonês, meu amigo marcou de me pegar numa das estações próximas ao hotel e fomos até lá. Não me perguntem em que estação descemos (o guia que comprei diz que as mais próximas são Shibakōen e Akabanebashi - o que no mapa que coloquei aqui significa que dei uma volta de uns 135° no sentido horário :P), já que nos perdemos andamos um pouco até lá.

Para ser sincero, não esperava muito da visita e realmente encontrei o que esperava encontrar: muita gente (era o primeiro sábado de um feriadão), estrangeiros, muitas crianças (uma das cenas mais legais que não fotografei foi uma menina japonesa de uns 2 anos num carrinho de bebê de olhos arregalados ao ficar de frente a outra menina da mesma idade, mas americana loira de olhos azuis ^^)(merecia mesmo a foto!), fila pra subir, aperto lá em cima (o espaço lá parece tão maior nos animes...), preços inflados no restaurante e loja de souvenires (feinhos) e mais preços inflados para subir na torre (820円 para o observatório normal - a 150 metros de altura - e mais 600円 para subir no observatório especial, que fica a 250 metros).


E chegar lá em cima e ver a cidade ao meus pés... é, vocês leram esse texto antes. Foi para mim a mesma coisa que minha ex deve ter sentido ao ver São Paulo lá do alto. Eu também não tinha intimidade com a cidade - tinha chegado no dia anterior! (e os dias que fiquei no Japão foram pouco de qualquer forma) - e o tempo estava nublado, não dava pra ver as montanhas ao fundo que o panfleto promete ^^"


Clique para ampliar ^^


Apertado, tem muita gente =x


Ao fundo, a nova torre que estão construindo próximo de Asakusa


Zōjō-ji, templo budista (to roubando a informação da Wikipedia XD)


Esses tão no panfleto: a sede da Fuji TV e a Rainbow Bridge (mas continuo roubando as infos da Wiki...)


Não sei o que é, mas achei esse telhado muito louco. Nem a Wikipédia sabe, mas fica aqui.


Subindo do Main Observatory para o Special. E faltou mesmo eu tirar foto das moças que trabalham lá ^-~ - para variar, vestindo uniforme impecável e bonitinho.

"então, você olha de um lado, tem prédio. Do outro, mais prédio. E andando mais um pouquinho, mais prédio ainda"


...mas tem mar também XD


Há a opção de descer a pé, e para baixo todo santo ajuda...


...decidimos encarar os 600 degraus :)


Há um parquinho nas redondezas da torre - e não só nós fomos doidos de descer.


Infelizmente descer escadas não diminui a barriga -_-'


Veredicto do passeio: é o tipo de local que você "tem" de ir na cidade, meio que para "bater o carimbinho no teu currículo de turista". Se você está com poucos dias e tem atividades mais culturais (ou consumistas) à vista, deixe a Torre de Tokyo pra próxima... :P


Lembranças ^^


Volta e meia vou falar em ienes e tal, então uma rápida apresentação da moeda local:

1) O símbolo é ¥, mas é bem comum usarem o kanji 円 para indicarem os preços.
2) Atualmente 100円 (ou ¥100) é igual a uns R$ 2,00, então é fácil fazer de cabeça as conversões quando se gasta por lá XD
3) Lá se fala "en" e não iene ou yen.
4) A pouco tempo atrás, 100en era igual a um dólar. Hoje um dólar tá em torno de ¥80. A desvalorização da moeda americana parece ser mundial...

Outra coisa que chamou a atenção é que os japoneses usam bastante moedas, não tem nojinho delas que nem o povo daqui :P Por sinal, a moeda de 500円 é a moeda com maior valor em circulação no mundo, (dependendo dos humores do câmbio, claro)

R$

¥1

¥5

¥10

¥50

¥100

¥500


(Não sei por que eu enfeito tanto estes posts...)(ah, tentei fazer as moedas proporcionais na imagem^^)

Claro que existem cédulas (1000円, 5000円 e 10000円 são as mais comuns. Dizem que existe a lendária nota de 2000円, mas parece ser tão rara quanto uma chinesa de olhos verdes...), mas a maior parte dos gastos do meu dia a dia foi na base de moedas: passagens de metrô custam a partir de ¥130, ocasionalmente passando dos ¥200, refrigerantes de máquina estão na mesma faixa... depois eu falo de tudo isso^^

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Ao que me lembre, acordei cedo naquele sábado, na verdade... acabei de achar uma tabela aqui me confirmando algo que suspeitava todas as manhãs: nessa época do ano, o sol nasce cedo bagaraio em Tokyo o.o' Nos dias que eu estava por lá, dez pra cinco da matina já tinha sol!? (que resiste bravamente no céu até seis e tralalá).
Voltando: acordei cedo aquele sábado por que a cortina do hotel era fina e o astro-rei vinha me tirar dos braços de Morpheus logo cedo. Até que foi bom assim, aproveitei melhor os dias.


Minha vista de todas as manhãs...

Como meu amigo só apareceria de tarde, decidi explorar a região: o hotel fica entre duas estações de metrô (Kodemmachō (ei, fiquei sabendo agora que o ataque de gás sarin foi lá!! o.o) e Ningyōchō), mas ir até Akiba era perfeitamente andável, praticamente a distâcia ando até o serviço, só que sem camelôs. Era só uma questão de seguir reto e ir para a Yodobashi Camera, uma enorme loja de departamentos onde passei mais da metade do meu tempo no bairro X) Sim, provavelmente lá é mais caro e mais "certinho" que a vizinhança, mas para um recém-chegado, primeiro navegue em águas calmas...


Sinalização interna da estação de metrô


Yodobashi-Akiba. Uma das coisas mais marcante lá era o jingle estilo Glória Glória Aleluia que grudou fortemente no meu cérebro...

Deixa eu resumir Akiba para os seres humanos normais: é o bairro de Tóquio famoso por eletrônicos, tipo a Santa Ifigênia pros paulistas, mas bombada por estar no cerne de um dos países mais tecnológicos do mundo. Tem lojas de novidades, tem lojas com descontos, tem lojas com usados e velharias (meu amigo me apontou uma que só vendia hard antigo da Apple, com direito ao logo colorido da maçã e tudo o mais), mas também é o lugar onde os fãs de mangá/anime normais e não-tão-normais vão as compras: lojas de mangá usados, lojas de mangá novos, miniaturas de personagens, de naves, de mechas, lojas de videogame, toda essa cultura que diverte as pessoas saudáveis mas que também gera seres sem vida, especialmente sem vida sexual ativa XD É em Akiba que você encontra meninas vestidas de cosplay na rua distribuindo panfletos de lojas, ou vê rouptchas zegzys expostas à venda, e é lá onde você vai encontrar 101% dos produtos estranhos que dizem vender no Japão...


A menininha dessa montagem não existe, mas se existisse, aposto que ninguém em Akihabara estranharia :P


にょ!


Duvido que estas roupas sejam usadas em atividades próprias para menores de 18 X) A figura da esquerda é daquelas para você colocar a cabeça e alguém tirar fotos... E japoneses gripados usam máscaras, por educação e consideração à saúde alheia.


Garota "cosplayando" para distribuir panfletos de alguma loja local. Existiam várias, mas 90% das fotos que tirei delas saíram borradas na pressa de não ser notado... =_='


Não me perguntem.


Anúncio de um maid café, isso é (segundo a Petra), um lugar "onde meninas fantasiadas de maid servem comidinhas fofas falando como menininhas de anime com os clientes — sim, os fetiches japoneses são bizarros…"

Como falei, fiquei mais tempo dentro da Yodobashi-Akiba que explorando o bairro. Um por que me não me localizava direito. Dois, por que muitas lojas ficam subindo andares e minha cara de pau mal funciona no Brasil, quanto mais com um monte de japonês olhando... Três por que não me identifico totalmente com essa ou aquela cultura pop: apesar de conhecer anime e mangá desde o começo dos anos 90, conheci os comics uns cinco anos antes e fico transitando entre um e outro sem me aprofundar em ambos. Tem gente que gosta radicalmente de um estilo, tem quem só se interessa pelo outro, eu fico com todos os sabores de sorvete :D~
Assim, não fui seco atrás de todas as lojas possíveis até estourar o orçamento: olhei, fotografei, pesquisei, levei pouco e não passei mal por isso. ^^


Enfim, falei demais de mim. E também cheguei cedo demais em Akihabara, o comércio só abre às dez ali, e tentei voltar... me perdendo. Devo ter feito uma curva errada (provavelmente o caminho que pontilhei de amarelo no mapa ao lado) e quando me dei por mim, eu estava não sei aonde, provavelmente em Tokyo ainda.
Provavelmente.

Como os japoneses são bem diferentes entre si, mas as ruas são totalmente iguais (e sem nome...), ao menos na região onde eu estava há mapas dos arredores. E dica de ouro: tire fotos do hotel, das placas de endereço e de referências dos arredores. Foi assim que me achei, voltei para Akiba e fiz o caminho correto, são e salvo.

E paguei mico: tinha falado pro hotel que eu não voltaria mais, e encontrei as tiazinhas da limpeza arrumando meu quarto =_= Peguei objetos e fui encontrar meu amigo na Torre de Tóquio...


Ah, um blog de viagem do Japão com impressões e dicas legais é o L0st in Translati0n, da Petra (que já teve participação aqui no Blog ao Cubo^^). Está incompleto e não é atualizado faz tempo por que a vida real gosta de atrapalhar planos legais, mas com certeza vale uma lida - até por que ela fez o trabalho de escrita muito melhor que eu :)


Bicicletas estacionadas na rua é bastante comum de encontrar, mas todas tem cadeado - fé no próximo tem limites até lá. Não tão comuns, mas até que frequentes, são os mapinhas nas ruas

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Minha primeira experiência internacional fora da imigração japonesa foi já no aeroporto, mas foi com uma russa perdida. Como infelizmente meu conhecimento de russo não passa do Как Вас зовут? ("qual o teu nome?"), Меня зовут Марсело ("meu nome é Marcelo") e das frases básicas que aprendi lendo X-Men (aprendi russo com o Colossus, alemão com o Noturno, portuñol com o Mancha Solar...), direcionamos ela para onde ela queria, o orelhão mais próximo, e rumamos para Tokyo.


Recapitulando: nas primeiras versões do meu vôo, eu desceria em Haneda, que é praticamente dentro de Tokyo (deveria estar usando "Tóquio", que é o aportuguesamento do nome da cidade, mas gasta mais caracteres... Pros curiosos, a romanização correta de 東京 é Tōkyō, com esses acentos estranhos em cima dos "o"), mas aí a British Airways surtou algumas vezes e me jogou em Narita, que fica quase 60km da cidade¬¬ Ok, tem trem e metrô ligando e tudo o mais, (pra comparação, aeroporto de Guarulhos fica a 25km do centro de Sampa, mas se gasta mais em taxi que em avião para chegar lá) mas ainda é longe pra dedéu. Como não entendia ainda o sistema de metrô/trens local, boiei mais ou menos no que acontecia (nem tinha idéias dos valores...) e fiquei admirando pelas janelas do vagão as inúmeras PLANTAÇÕES DE ARROZ entre o aeroporto e a civilização. Pois é, longe. Pra dedéu.


As distâncias dos aeroportos até o meu hotel em linha reta. Mas como ninguém anda de um ponto até o outro em linha reta...

Chegamos na cidade, mais ou menos na região onde ficaria o meu hotel - as ruas não tem nome no Japão (só as principais), então o sistema de endereçamento de lá é bem confuso para os não-iniciados - pegamos um taxi (meu único da viagem toda) e o tiozinho taxista se perdeu por quê 1) ele não sabia usar o GPS que era obrigado a usar 2) o sistema de endereçamento japonês é confuso para os iniciados também.
Por dó, aceitamos que eles no deixasse onde ele mais ou menos achava que deveriamos descer, e como o celular de meu amigo dizia que o hotel estava poucos quarteirões dali mesmo, fizemos o trajeto a pé (nos perdendo uma vez ou outra), chegamos e descarregamos a bagagem e tal.




Espécimes típicos de táxis

O primeiro detalhe de Tokyo que me marcou foram os taxis locais: feios de doer, em cores estranhas, parecendo caixotes, com os retrovisores lá na frente do capô. Não é surpresa que os motoristas sentem do lado direito - afinal, o país usa a mão inglesa no trânsito - nem que nos bancos se usem rendinhas para enfeitar os encostos, mas me surpreendeu pela estranheza de que uma cidade tão limpinha, tão eficiente... use uns trecos com cara de refugo dos anos 70/80 como taxi o.o' Raríssimos eram os com cores sóbrias ou modelos de carros mais contemporâneos.


Do hotel, fomos à Akihabara, procurar alguns... produtos para meu amigo e também comprar um iPad 2 para mim (o modelo mais barato, ね?): depois de ser adiado por causa do terremoto, o gadget tinha sido finalmente lançado na véspera da minha chegada. O plano era usar ele para twittar e navegar, roubando wifi alheio pela cidade. QUASE comprei em Heathrow, onde o menor preço era £388 (uns R$1.026, segundo o Google), mas deixei para depois achando que os preços dentro do aeroporto estavam inflacionados (descobri agora que eu estava errado, fora da prisão temporária para estrangeiros o bicho sai por no mínimo £399 (R$1.055) para os súditos da Rainha) e as notícias que li diziam que, fazendo as contas de conversão de moedas rapidamente, no Japão estava mais barato (¥44800, ou R$905).

Então, estava realmente mais baratos e os japoneses acharam o mesmo: os iPad 2 com apenas Wifi tinham acabado em Akiba (a forma curta de se falar "Akihabara"), mas dava para fazer reserva - só não havia previsão de quando apareceriam aparelhos novos... Por outro lado, os modelos com WiFi+3G sobravam no mercado, mas fora de questão: eu teria de fazer contrato de dois anos com operadora local, e nenhum dos lados gostaria de fazer isso :P




Shibuya: tá vendo o letreiro luminoso dentro do prédio? Então, ele é animado :P



Ainda em Shibuya, atenção para o detalhe do semáforo com contagem regressiva (as barrinhas verticais vão diminuindo)(por sinal, enquanto em Recife tem semáforos que mostram os segundos, São Paulo mal tem educação no trânsito...) e pro detalhe da pixação à direita... Sim, existem pixadores japoneses!! Mas não em grande escala como aqui X)


Já que no centro dos gadgets (e outras coisas, depois falo brevemente sobre Akihabara) não tinha, quem sabe numa Apple Store? Fomos para a de Shibuya... mesmíssima situação: só 3G. E avisaram que estava assim em todas as outras lojas da cidade. Otay...


Shibuya é praticamente "do outro lado da cidade", se usar o mapa do metrô japonês - a Yamanote Line (a tracejada em cinza e branco), por exemplo, passa lá e em Akiba. Ah, clique pra ampliar!


Asakusa: não tão formal ou chique, um ambiente mais vivo que Shibuya, gostei de lá na rápida passagem. Ou as minhas impressões do lugar são efeito do sono XD

De lá, passamos em Asakusa a noite - onde o comércio estava a toda e com sinais de que viraria até o dia seguinte - mas acabei voltando para o hotel e dormindo cedo, por quê o cansaço da viagem (e o jet lag) me derrubaram)


Mais uma notinha sobre Asakusa e Shibuya (o texto acima foi escrito de madrugada e metade dos meus neurônios já estavam dopados): segundo os textos que li, Asakusa é uma das regiões com mais cara de "Tokyo antiga", talvez por isso eu tenha simpatizado com esse canto, já que tem um quê de Centro Velho. Já Shibuya me lembrou a Paulista - lugar que só comecei a simpatizar quando descobri as livrarias e o Trianon :P - mas sem perceber as livrarias (que (talvez) devam existir) na região.

Ah, sim, Asakusa é onde tem escolas de samba :D

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A vantagem de ter estourado o pé tantas vezes é ter conseguido o contato de taxistas nas idas e voltas para consultas, trocas de gesso e fisioterapia. Assim, pegamos um da lista e fui pra Guarulhos.

(se já estava gastando horrores desde que inventei essa história, não ia pegar um mercede com motorista e cobrador pra chegar lá, né?)(fora que é um aeroporto tão fora de mão que quase se necessita de avião para chegar...)

(comentaram no outro texto que uso muitos parênteses) (isso é verdade) ()

Cheguei lá trocentas horas antes, como recomendado, passei pelo check in (para certificarem quantas malas o mala aqui tava levando), depois pela fila de checagem do passaporte (que está em reformas para ampliação e onde ouvi pérolas tipo "que vergonha, parece uma Venezuela" e "mas viu que vai melhorar, vão privatizar!". Eu tinha entrado numa filial do PiG e não sabia!! =_=)
Depois passamos por mais uma fila, da segurança, onde tenho de colocar bagagem e tudo de metal na esteira pra ser checado pelo raios-x (não sabia que os computadores tem de ser colocados numa bandeija a parte) e eu passei por um detector de metal. Se alguém me lembrar que uma modalidade disso tem no meu trabalho, leva ¬¬'. To de férias!


Pobre que é pobre tem de tirar foto de avião quando embarca o/

Esqueci de comentar no post anterior: quando eu comprei as passagens em fins de janeiro, eu sairia do Brasil 27 à tarde, chegaria em Londres dia 28 depois do sol raiar, ficaria uma horinha lá e chegaria em Tóquio antes das 5 da matina do dia 29, no aeroporto de Haneda. Na volta, eu sairia dia 8 pouco depois do sol nascer, chegaria na manhã de Londres (fusos horários e a mágica de transformar um vôo de 10 horas em três), ficaria ONZE horas na cidade e chegaria dia 9 de madrugada em Sampa.

Quer dizer, dava mais que tempo para dar um pulinho na terra da Rainha na volta, né? Animado, contatei a @menciclopedia para conhecer a cidade na parada de volta pro Brasil.

Só que... fim de março, a British Airways decidiu mudar algumas coisinhas: na ida, em vez de ir pra Tóquio direto, eu daria antes uma paradinha de uma hora em Seul. Imagino que houvera muitos cancelamentos por causa do terremoto e colocar mais uns perdidos em terras sul-coreanas no bonde ajudaria a diminuir o preju. E também seria a única vez que eu colocaria os pés na Eurásia, já que tanto a terra do Imperador quanto a da Rainha são um punhado de ilhas.
Mas nem dez dias depois, mudaram de idéia e minha passagem na terra da Pucca foi cancelada. E mais dez dias depois mudaram tudo novamente outra vez: na ida eu ficaria SEIS horas em vez de uma em Londres e chegaria em Tóquio no aeroporto de Narita, mas dessa vez em um horário de gente, depois das nove da manhã. Mas na volta é que houveram mais estragos nos meus planos: o aeroporto também trocou pra Narita, sairia quase onze da matina de lá, chegaria as três da tarde em londres, ficando lá CINCO horas em vez do montão de horas que eu tinha antes :/ Considerando tempo gasto na burocracia para sair do aeroporto, no transporte de ida e volta para cidade e que eu tenho de estar poucas horas antes do vôo no aeroporto, os planos de passeio ficaram seriamente balançados. Vou te contar, a BA parece uma empresa aérea venezuelana, espero que privatizem logo* para melhorar.

Pra terminar, eu continuava chegando por aqui às cinco e tralalá da madrugada. Meh.


A primeira parte da ida foi tranquila: peguei corredor, conversei com brasileira que estava indo visitar Londres e a comida brincou de ir para meu colo. Descobri que tinha um mapinha no vôo que dizia onde estávamos (o trajeto foi ligeiramente diferente do que marquei no globo, óbvio) e fiquei brincando de checar altitude (11km!), posição e a temperatura lá fora (40 a 60 graus negativos...) quase todo o tempo em que fiquei acordado 8D


Chegando no chão, depois de várias voltas até autorizarem o avião pousar - já que tudo estava cheio por causa do casamento real - comecei a prestar atenção, qua a coisa é séria e eu não tinha mais a muleta da língua portuguesa: mushi, lê as instruções no avião, abre os ouvidos, segue placa, segue gente, sorria, não faça brincadeiras sem graça por que esse povo não é pago para rir delas. Mas até que me saí bem seguindo a manada: mostra passaporte, passo sem problemas, vai na maquininha de raios-x, tira computador, coloca na bandeija, tira mochila das costas, coloca na bandeija, coloca chaves e moedas na bandeija, passa por baixo do sensor.
- Passport, sir?
- Hm?
- Passport.
Ops. Deixei o passaporte em cima da mochila, que caminhava via esteira para debaixo dos raios-x.
Estiquei o braço apontando e fiz a minha melhor cara de "tá ali, foi mal".
- ...ah... ok... -_-'
Além da cidade, aposto que o saco dos funcionários do aeroporto também estava cheio com os turistas.






Falei que Heathrow é enorme e tem até um trenzinho levando os passageiros entre as seções? O saguão de espera é gigantesco, com trocentas lojas e preços inflados (em libras!). Depois de dar mil voltas, decidi trocar alguns dólares comprados em priscas eras pela moeda local e comer, já que eu teria um chá de cadeira imenso. Fiz um lanchinho básico, enrolei, andei, fiquei vendo a BBC falando de um assunto só nos telões, etc.


Comendo e twittando. E meu primeiro lanche internacional!
(falei que nessa terra eles colocam abacate em sanduíche? o.O)


Cueca com mapa do metrô londrino. Depois quem é brega mesmo?

Uma coisa que achei legal foi ver os funcionários de origem hindu e muçulmana com o traje do aeroporto modificado para suas crenças: quando fui pegar o avião para o Japão, quem nos levou até o aeroplano foi um senhor hindu de uns cinquenta anos, de turbante e barba branca bem arqueada ouvindo música da terrinha no ônibus :D


Como suspeitei, o vôo para o Japão foi quase vazio (praticamente ninguém nas poltronas do meio), tanto que fomos levados de onibusinho para ele. Do meu lado, só um japonês e muito sono na cabeça, já que viraríamos a noite no ar.

(Claro que ninguém consegue dormir as 10 horas inteiras de cada etapa e fiquei tirando fotos da janelinha e checando o tal mapa: curiosamente, cruzamos a Dinamarca, mas houve um desvio para não passar por sobre a China)

Antes de chegarmos em terra, a tripulação nos torturou com o horrível café inglês de bordo (agora sei por que preferem chá) e com o igualmente ruim café da manhã inglês de bordo (horrível e gorduroso... salsicha defumada, um omelete alien e cogumelos, coé??), e também distribuiram o formulário da alfândega japonesa mais a ficha de desembarque para preenchermos**.

Quer fazer amigos estrangeiros? Leve caneta e aguarde o momento para sair emprestando. Fica a dica X)


Enfim, Japão. Cruzei o país de oeste a leste...


...o que me permitiu ver neve pela primeira vez na vida, mesmo que a onze mil metros de altura XD Eu poderia ter visto na Sibéria, mas era noite e eu estava dormindo de qualquer forma :P

Pousamos. Sabe a ficha de desembarque? Ela tem interessantes questões no estilo "sim ou não": "Você já foi deportado do Japão ou teve entrada negada anteriormente?", "foi considerado culpado em processo criminal no Japão ou em outro país?", "você está carregando narcóticos, maconha, ópio, estimulantes ou outras dorgas, espadas, explosivos etc?"... fiquei pensando quem é que seria bobo de colocar "sim" em qualquer uma pergunta dessas, até que na primeira fila pra checagem de visto, vi um casal de franceses (ou belgas) perdidos que estavam quase colocando um X em todos os quadradinhos com "はい/yes" o.o' Ajudei os dois a preencher corretamente, a pedido de funcionária japonesa (desesperadamente educada com tanta gente para só ela administrar). Tem enganos que são legais acontecer apenas em filmes X)


Acredito que isto seja sério, né?

Minha vez de ser atendido. Funcionária japonesa. Meu conhecimento de nihongo está tão íntegro quanto a usina de Fukushima. O meu de inglês parece Three Mile Island. Ela faz perguntas numa língua, depois na outra com sotaque. Ela quer saber quanto tempo vou ficar, quando vou embora, etc, estas coisas. Pego papel e caneta, meu inglês escrito é MUITO melhor que o meu falado (mas minha caligrafia... -_-') Tento me explicar, começo a sacar papeis e papeis de reserva de vôos, hotel etc da bagagem. Ela me libera com cara de quem diz "vaza"! XD


Nota rápida sobre os dois idiomas: japonês é uma língua extremamente silábica com verbo no fim da frase e relativamente poucos sons; inglês é uma coleção de onomatopéias e grunhidos com verbo no meio.
Então, imagine as dificuldades de um falante de uma língua tão certinha tentando falar naquele espasmo vocal que é nossa língua franca: daí que japoneses tendem a serem péssimos falantes de inglês! O único ponto de concordância é que em ambas as línguas você escreve de um jeito e fala de outro...


Vazei e fui para o moço do raio-x. Mais perguntas, mais caneta e papel e mais uma vez fui dispensado logo. Acho que aprendi uma técnica ninja.

Por fim, peguei a mala que já me esperava nas esteiras e saí, onde meu amigo esperava o mala que chegava do Brasil :)

Japão 2011
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Notas:
* a British Airways é uma empresa privada desde 1987
** quem quiser ver os bichos documentos a serem preenchidos antes de entrar no Japão, aqui estão eles em detalhe: alfândega frente, alfândega verso, desembarque frente, desembarque verso.

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