December 2014 Archives

Notícia velha de novembro, mas como não anunciei no blog ainda, capaz de ter gente que não vi: eu e a @a_believe lançamos o Sine Qua Non #3, com texto da sempre simpática Georgette Silen, autora de vários livros e contos, entre eles: a série Lázarus, As Crônicas de Kira, Fábulas ao Anoitecer, As Três Princesas Negras e Outros Contos dos Irmãos Grimm e Pérola – O Ano do Dragão.

http://sinequanon.mushi-san.com/


Cliquem na imagem para visitem o site e ler a versão online do fanzine :D


(e se vocês gostarem desse negócio de Zine, visitem o site-memorial do CYMBótico, que fiz com amigos no fim dos anos 90: http://cymb.mushi-san.com/)

• 2 xícaras de trigo
• 2 xícaras de leite
• 1 xícaras de óleo
• 1 colher (de sopa) de pó royal
• 3 ovos inteiros
• sal a gosto
Bater tudo no liquidificador. Recheio a gosto

Sobre isso de receitas no blog, leia aqui e aqui.
Aviso: Eu NUNCA cozinhei na vida, só estou digitando e postando ;P



• Klara e Maria são personagens de tirinhas http://0mnia.mushi-san.com/
• Eu tenho um blog. Quer comentar esta resposta? Faça isso lá: http://blog.mushi-san.com/


A pessoa em vez de me fazer uma pergunta, escreve "seguindo". Nem é por isso que vai ganhar followback :P

• 3 cenouras tamanho regular
• 3 ovos inteiros
• 3 xícaras (de chá) de farinha de trigo
• 2 xícaras (de chá) de açúcar
• 1 xícara (de chá) de óleo
• 1 colher (de sopa) de pó royal
Bater tudo no liquidificador e depois misturar com o açúcar, farinha e o fermento que já deve estar numa outra vasilha, misture bem, untar a forma e levar ao forno quente.

Sobre isso de receitas no blog, leia aqui e aqui.
Aviso: Eu NUNCA cozinhei na vida, só estou digitando e postando ;P

P.S.: e aqui o caderno de receitas volta a ter a letra de minha mãe...

"O Quotidianos é um projeto de histórias ilustradas onde 10 escritores e 10 ilustradores tratam de quotidianos fantásticos, estranhos e insólitos em publicações online diárias." e agora sou um dos dez ilustradores, fazendo parceira com a escritora Simone Saueressig ;)

Meu segundo conto é "A reforma" (sim, já postaram o terceiro conto, mas esse blog é de um ser lerdinho, vocês sabem disso)


clique na imagem para visitar o conto - comentários sempre são bem vindos :D


Ao contrário do conto anterior, decidi usar técnica diferente: em vez de colagem de referências na internet, criar uma arte a partir do zero. Não ficou tão boa quanto eu queria, tá meio spoilerenta, mas até que gostei do efeito visual, como um conjunto, como um desafio pessoal.
A idéia seria variar de tipo de arte digital à cada história, mas esse projeto vai fracassar já na próxima arte... :P

Anteriores: Vírus

Ingredientes:
• 50g de fermento de pão
• 1 xícara (de chá) de leite morno
• 3½ xícaras (de chá) de farinha de trigo
• 2 xícaras (de chá) de maizena
• 1½ xícaras (de chá) de açúcar
• 3 ovos
• 3 colheres (de sopa) de margarina
• ½ colheres (de sopa) de sal
• 1 xícara (de chá) de leite frio
• ½ (de chá) de karo

Modo de preparar:
Desmanche o fermento no leite e junte 1½ xícara de farinha. Misture bem, cubra com um pano e deixe crescer cerca de ½ hora. Adicione a farinha restante e os demais ingredientes, menos o karo. Coloque a massa numa forma de bolo inglês (grande), untada e enfarinhada. Cubra com um pano e deixe descansar por 2 horas, em lugar seco. Leve ao forno médio, cerca de 45 minutos.
Retire e pincele com o karo.
Leve novamente ao forno quente, porém desligado, até ficar com cor de caramelo.
Rendimento: 12 fatias.

Sobre isso de receitas no blog, leia aqui e aqui.
Aviso: Eu NUNCA cozinhei na vida, só estou digitando e postando ;P

P.S.: essa e as próximas receitas estão no caderno de minha mãe, mas não na letra dela.

20%

Duas quarta-feiras atrás, 26/11, meu olho começou a ficar irritado durante o expediente e alguns colegas de trabalho deram o vaticínio: "é conjuntivite, vai pro médico!". Será? Olho vermelho volta e meia tenho, ponta de cabelo comprido gosta de bater no olho. Olheiras? Tinha dormido pessimamente aquela noite. E coceira nos olhos.... bom, conjuntivite é que nem piolhos: você ouve falar e começa a coçar o corpo, impressiona psicologicamente de forma a invejar toda a Publicidade.
Almocei, trabalhei, a sensação só piorava, a ladainha "é conjuntivite, vai pro médico!" mantinha-se, recebi recomendações de médicos aqui e ali, até que cheguei à chefia que estava insuportável e tinha de ir para um médico já. Como o dia estava mais fraco que a média, seguraram os atendimentos que faço, atendi os três ou quatro que restavam na fila e fui até uma dessas redes de clínicas fast-food que pipocam pela cidade que nem sarampo - até em metrô tem postos!
Fui bem atendido, a recepção me preveu uma hora de espera, mas assim que fizeram a triagem, a médica praticamente estava me procurando: oftalmo é sempre menos disputado em Sampa, terra dos problemas respiratórios.... Cinco minutos de exame depois, eu já tava com atestado médico de uma semana (CID H10), dois remédios para comprar e uma porção de exames para fazer depois que sarasse.
Sim, estranhei estes exames para fazer depois, conjuntivite é daquelas doenças que todo mundo tem de ter no currículo da vida, não é novidade, e nunca tinha ouvido falar da necessidade deles. Suspeito que é uma forma do convênio fast-food tirar uma graninha extra do meu plano de saúde. Afinal, para cada hamburguer vendido, sempre tentam te empurrar uma batata maior ou uma sobremesa tentadora como um plus a mais.

Sossegado, afinal é só conjuntivite, segui meu tratamento. Remédio no horário e compressas caprichadas (me avisaram que o micróbio é termossensível, então eu fazia um sanduiche de dois algodões com gelo formado em torno do congelador, molhava com água fria, separava os algodões e colocava sobre as pálpebras, com cuidado de não queimar a pele, etc). Como previsto, a doença foi do olho direito pro esquerdo, sarou do primeiro lado... mas no olho "novo" tava chatinha ainda, a impressão de ter eternamente um cílio perdido no canto superior direito daquela órbita era constante.
Não é uma boa sensação.
Mas não estranhei, essa é uma doença chata, tem de ter paciência. Não tinham marcado retorno, mas decidi tentar outra consulta, voltaria para o serviço no dia seguinte e achava que não tinha condições para trabalhar, com aquele olho inchadaço de irritado e tudumais.


Ah, sim, esqueci de contar um causosinho rápido: "Médica 1" (vou chamá-la assim, mas ela não aparece mais na história) manuscreveu meu atestado, receitas e tudo o mais. Saí do consultório ainda digerindo a notícia da doença, passei numa loja de brinquedos (a clínica é num shopping aqui perto), tomei uma casquinha mista do Mc, entrei no ônibus... e pedi para descer no primeiro ponto: a letra do atestado estava ilegível o.O Voltei pra clínica, o carinha que faz a triagem não entendeu o que estava escrito, a moça que controla os pacientes perto dos consultórios também não compreendia aquele dialeto do garranchês (e olha que eu sou mestre nisso) e fui liberado para esclarecer as dúvidas gráficas com a autora da obra.
E, mais tarde, depois que entreguei o atestado ao banco, tive de fazer a tradução por telefone para a colega que estava preenchendo os papéis da minha licença..


Na terça-feira antes de retornar ao serviço (2/12), apareci novamente na clínica e talz. Mesmos procedimentos de triagem, tudo positivamente rápido: disso só tenho elogios à clínica. Médico 2 olha rapidamente com a máquina um zóio, zóia rapidamente com a máquina o outro olho, já sabe que estou dentro do prazo pra ficar curado e diz que tá tudo ótimo, amanhã posso voltar a trabalhar.... mas, e ei, e esse olho irritado, doutor?
De volta à máquina, inspeção mais detalhada da órbita esquerda.....
Diagnóstico: herpes no olho, marcou consulta com ele mesmo na sexta próxima, nove da madrugada, mas lááá na sede da clínica. Trocou os remédios, e já podia trabalhar no dia sequinte.
õ.O
Saí do consultório sem discutir, vai que o olho inchado melhora de uma vez no dia sequinte, né? E o remédio novo era uma pomada - antes era só colírios - que tinha de aplicar várias vezes ao dia por sobre o olho doente. Nas primeiras vezes, cada passada do treco eram altas emoções, confesso à vocês, fora o preço dele na farmácia. Ardia, eu me tornava por vários minutos um caolho lidando com a dor.

Dia seguinte, quarta, fui à senzala, com olho inchado, vermelho, empapado de remédio: "mas Marcelo, não era pra você voltar hoje, era amanhã".
É, me enganei. Sem maiores comentários sobre isso :P

Mas reapareci no o dia depois, de manhã, só para dizer: "estou indo ao médico de novo, sem condições de trabalhar assim". O olho parecia menos irritado, mas ainda estava uma merda. No dia anterior, depois de voltar para a senzala, dormi a tarde inteira porque não conseguia manter os olhos abertos, era a eterna sensação de uma areia invisível, de um cílio inexistente arranhando aquele canto interno do olho. E continuava assim, em escala levemente menor, mas ainda estava lá.
Infelizmente, dessa vez o atendimento na clínica não foi de pronto: um problema de sistema e de comunicação fez uma consulta que seria 11:20 acontecer depois das 13:00. Achei deveras pitoresco todos os médicos irem almoçar praticamente juntos. Enfim, Médica 3 era simpática. Joguei meu motivo sincero que fui vê-la por puro interesse, o de ganhar um dia até ter "A Consulta de Verdade" no dia seguinte. Passei de novo pelo exame na máquina tal, tirei dúvidas sobre os remédios, já que o anterior me deu pouco espaço pra contar meu caso e tirar dúvidas, ganhei mais um dia de atestado, meu CID digivoluiu para H10.1 e fui tomar mais um sorvete de casquinha.

Sexta-feira.
Acordei, passei pomada (que já estava pegando as técnicas, mas ainda ardia), ganhei carona, cheguei às nove em ponto no hospital lá na Móoca. Médico 2 atrasou meia hora, mas... quem nunca? Atendeu duas senhorinhas antes de mim, mais de quinze minutos cada. Achei legal, ele me pareceu atencioso, menos apressado que na terça-feira. De repente, ali era um ambiente mais clínico e menos entre-e-faça-o-seu-pedido. Da minha parte, fiquei escrevendo, tentando destravar o final de Carlos - essa tentativa de livro que estou escrevendo tem de acabar e esse mestiço de tymyze com terrestre está amarrando tudo ¬¬
Bom lembrar que meu diagnóstico era herpes no olho. Doença incurável, que geralmente não incomoda exceto quando irritada. Tenho na pele =_= Doutor não falou nada na primeira consulta, só perguntou se eu tivera antes. Falei que não. E a primeira consulta com Médico 2 só foi isso praticamente. Depois disso deduzi que talvez a tivesse pego, não manifestado e a conjuntivite ou remédios (ele cortou corticóides) a tivessem irritado. Mas, como disse, isso foi dedução minha, não informação desse médico. Tenho formação alguma, exceto a de ser brasileiro e, por isso, ser autorizado em palpitar em tudo.
Enfim, depois de muitas páginas de rabiscos inconclusivos no wannabok, finalmente doutor me chama e a consulta não durou o tempo que demorei pra escrever os dois parágrafos acima.
"Espere no saguão que vou te passar para outro médico mais especializado"
Hm?
Esperei.
Depois Médico 2 saiu da sala dele e foi pra outra sala, conversando com outro profissional, o Médico 4. Ficaram um tempo lá com portas fechadas até me chamarem. Médico 4 me pôs no aparelho (o mesmo de sempre, onde você apoia o queixo e luz branca forte incomoda), foi rápido, falou algo tipo "continue tratando como se fosse herpes" para Médico 2, mantiveram o procedimento-padrão de não me perguntar nada e me dispensaram. Ficaram em silêncio até eu sair da sala. Fecharam porta, conversaram mais um tanto. Logo Médico 2 saiu, disse que consulta estava encerrada. Perguntei do atestado do dia - sério, não quero ganhar falta sem ter condições de trabalhar, e meu trabalho é ficar olhando para o computador - me mandou esperar do lado de fora do consultório que já ia me entregar o papel.
Mais alguns minutos e recebi o documento com um H44 por escrito, a orientação orientação de retornar com ele na quarta seguinte e a promessa que tudo estaria bem melhor na segunda, voltaria a trabalhar. Sem mais explicações.
Achei que eu estava precisando de um monte, tipo "é contagioso?" ou "como lidar depois?" ou "o que estava incerto na tua avaliação para pedir a opinião de outro profissional?". No fim das contas, ele ganhou um zine e eu ganhei o que pensar.


Fui pra senzala, deixei atestado lá e recolhi indicações de outros oftalmos. Da Móoca até meu bairro, ganhei a necessidade de uma segunda opinião. Com nomes e endereços em mãos, cheguei em casa, conversei com marissel (para não gerar preocupações, antes eu não tinha falado do diagnóstico de herpes, mas dessa vez foi) e ela me falou de um médico com consultório na avenida, que ela e meu pai sempre vão.
Curiosamente, quando pedi sugestões pros familiares antes, só tinha recebido bolinhas de feno como resposta.


Fui lá, paguei (não aceitava cartão de débito, era fora do meu convênio), um doutor idoso, Senhor-Miyagi-like, me atendeu. Contei a história até então, ele ouviu, me fez passar por meia dezena de aparelhos que não eram mais de ponta faz um bom tempo, me fez ler letreiro com um olho, com o outro. Aí passou um contraste amarelo e resolveu fuçar o olho "com herpes" com um cotonete. Girou e tirou de lá dentro uma membrana enorme enrolada na ponta do bastão com ponta de algodão.
Não era herpes.
Segundo ele, era uma ulceração, decorrente da conjuntivite, que gerou membrana. Vou ter de re-epitelizar o olho, deu remédios (welcome back, corticóides), herpes tem um padrão "em árvore" nas feridas que não havia. <--- Estou só repetindo o que me lembro, o formado em medicina não sou eu e não vou googlear a respeito: procurar doenças faz você encontrar imagens feias, ou diagnósticos errados.


legenda: "me sinto um pouco doente, melhor olhar meus sintomas na rede" "eu tenho câncer no cérebro"

E o incômodo do Eterno Cílio Dentro do Olho acabou. Terça-feira retorno com este mesmo médico, o único em cinco médicos (20%!!) que literalmente tocou no problema. Sobre o Médico 2, desconfio que ele fez uma avaliação apressada/desinteressada, quis me jogar pra Médico 4 desde o começo, que talvez fosse mais especialista, e não soube lidar quando viu que diagnóstico estava errado. Espero.
Não parei pra pensar o que um tratamento nada a ver poderia me fazer, afinal, eram antibióticos. Ainda estou cismado com essa segunda virada no tratamento, mas esse último médico ao menos ouve, é experiente e é "alcançável": subir alguns quarteirões na avenida, marcar a consulta, seja o que Deus quiser. Colocamos nossa vida nas mãos de quem estudou para isso, não dá para fazermos tudo.
E assim seguimos.

PS: ia colocar fotos do meu zoiozuado aqui, mas achei melhor postar isso

Ingredientes
Massa:
• 2 gemas
• 1 colher (de chá) de sal
• ½ xícara (de chá) de queijo ralado (50g)
• 8 colheres (de sopa) de óleo mazola
• ¾ de xícara (de chá) de leite
• 1 xícara (de chá) de maizena
• 1 xícara (de chá) de farinha de trigo
• 2 colheres (de chá) de fermento em pó
Cobertura:
• 3 tomates (grandes) maduros, em fatias
• Sal e orégano, a gosto
• 300g de mozzarella, em fatias

Modo de preparar
Massa:
Misture todos os ingredientes na ordem acima, até que fique lisa e uniforme.
Espalhe a massa numa assadeira redonda (grande) untada. Leve ao forno médio, cerca de quinze minutos.
Cobertura:
Coloque as fatias dos tomates sobre a massa e tempere com o sal e o orégano. Cubra com as fatias de mozzarella e regue com um pouco de óleo mazola. Leve ao forno médio por mais dez minutos. Sirva quente.
Rendimento: 8 fatias.

Sobre isso de receitas no blog, leia aqui e aqui.
Aviso: Eu NUNCA cozinhei na vida, só estou digitando e postando ;P

P.S.: essa e as próximas receitas estão no caderno de minha mãe, mas não na letra dela.

Nivel Zero #1 (de Waleska Ruschel): o povo que me conhece a mais tempo e me acompanhou no semi-falecido-um-dia-volta site mushicomics talvez reconheça o nome de Waleska Ruschel (saúde!) ou apenas Wa-chan: ela foi autora de Hime-Sama! (uma hq que estava com quase 150 páginas)(era uma das preferidas do povo do site^^) e Têmpera (uma historinha curta de seis páginas baseada num texto meu :P)
Assim, meio que de surpresa (apareceu do nada XD), meio que não (afinal, a moça é competente), fui informado que ela estava começando um novo projeto, que seria publicado pela editora Estronho. Comprei, esperei chegar, li e....
A história promete, mas não gostei do formato que ela é publicada: 48 páginas e lombada quadrada (colada), o volume fica fino demais e volta e meia dá medo de que as páginas descolem, ou que decolem se alguém abrir o volume de forma mais empolgada. E a Waleska usa uma narração bastante mangá, desenvolvendo aos poucos personagens, ambiente, colocando as peças no tabuleiro. Eu gosto de roteiros assim, o problema é que as 48 páginas são consumidos numa colherada só, mal deixando algum gosto na boca da gente - e pior, sem saber quando tem mais, já que NZ não é distribuído em bancas e não tem periodicidade clara :|
Sobre a história: num mundo onde todos tem poderes, Lia é uma garota de oito anos perfeitamente normal, mas da forma errada: ela NÃO tem poderes. Este volume trata basicamente sobre isso^^
Bom: uma artista competente conseguindo seu lugar ao sol no mercado :)
Mau: poucas páginas que equivalem a pouca história :\
Site oficial: https://www.facebook.com/serienivelzero


Fashion Beast - A Fera da Moda (de Alan Moore e Malcolm McLaren): ou, "a besta féxion" :PPPP
Mais que confesso que sou tiete do Alan Moore. Não o maior fã, só que, assim como a Laerte, para mim o Rouxinol de Northampton entrou na categoria "quando eu não entendo ou não vejo graça, é culpa minha por não ter base para entender, não dele".
Mas, essa história do barbudão não me pegou, ou melhor, quaaaaase me pegou: baseado num roteiro de filme escrito nos anos 80/90 que nunca se concretizou, conta a história de uma moça andrógina (segundo Moore, "uma garota que se parece um garoto que se parece uma garota") que se torna a modelo favorita do principal estilista de moda daquele mundo - que por sinal, está imerso numa guerra distante, porém sempre presente, deixando cicatrizes nucleares visíveis em diversos pontos do enredo. A idéia é esquisitinha, levemente calcada nA Bela e a Fera, e até daria algo interessante. Só que Fashion Beast é a obra de um autor fora da sua zona de conforto: personagens e universo estão bem construídos, são interessantes, mas a trama está truncada. Faltou um diretor e atores colocarem a história nos eixos, corrigindo as falhas de um roteirista de filmes competente porém 100% novato.
Bom: o autor :P Apesar dos problemas, dá pra perceber os velhos truques do mago. E a arte é competente.
Mau: é dispensável, nem o melhor Moore, daquelas obras que você esconde dos leitores iniciantes para não queimar o filme do escritor....



Resenhas anteriores
2014: Valente - para o que der e vier, Bram & Vlad, Como eu realmente... e São Jorge
2012: xxxHolic (mangá) e Tsubasa: Reservoir Chronicle (mangá)Capitão América (filme) e Hollow Fields (mangá)Epic Mickey (hq) e Av. Paulista (hq)
2000~02: mushi-san no heya

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